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Classificação Botânica

08:36:00


Você já deve estar cansado de ver nomes “esquisitos” de plantas em revistas ou sites de paisagismo, nomes complicados e as vezes tão difíceis de se pronunciar a até mesmo de escrever, mas por que são usados estes nomes tão técnicos? Esta maneira de se referir as plantas é chamada de nomenclatura binominal, parece incrível mas é exatamente para simplificar a identificação das plantas, vou tentar explicar. Considerado o pai da nomenclatura binomial, o botânico sueco Carl Von Linné (1907-19778) herdou o gosto pelas plantas do pai. Como a maioria de seus contemporâneos, entrou para as ciências pela faculdade de Medicina, onde tomou conhecimento de uma obra que defendia a utilização das estruturas morfológicas das flores como meio de classificação das espécies. A leitura serviu de base para Lineu criar o estudo sobre o sistema de classificação dos seres vivos utilizados até hoje. No trabalho, ele substituía as imensas descrições utilizadas anteriormente por uma base de combinação do nome do gênero com o nome da espécie. Também ordenava os seres vivos dentro de grupos que estabelecem uma ordem hierárquica a partir das espécies: gênero/família/ordem/classe/divisão/reino. Assim com essas regras Lineu colaborou para se criar o código Internacional de Nomenclatura Botânica (ICBN, em inglês) documento que reúne todas essas regras, passando assim essa classificação científica das plantas a ser conhecida como Fitotaxionomia. Lineu escreveu mais de 70 livros sendo sua publicação mais conhecida Species Plantarum. Este código é usado até hoje e quem decide sobre eventuais mudanças nesse código é a associação Internacional de Taxonomia Vegetal (IAPT), com sede em Viana, na Áustria, que realiza a cada cinco anos um Congresso Internacional de Botânica, visando determinar se alguma planta foi “melhorada” por seleção natural ou em laboratório, gerando assim alguma mudança no código. Sendo que a próxima edição acontece na Áustria em 2011 e terá uma seção de nomenclatura dedicada à revisão e divulgação de novidades nesse universo
Conhecer a terminologia científica das plantas é essencial no paisagismo
Formados por palavras escritas em latim, os nomes científicos das plantas são complexos e difíceis de memorizar, mas quem quiser encarar o paisagismo a sério deve utilizá-los para identificar as espécies que irá utilizar no dia-a-dia. Os motivos para isso são muitos, mas o principal é indiscutível: trata-se da única forma de garantir que a planta prevista no projeto será a utilizada na implementação, já que os nomes populares variam muito de determinadas regiões do país, sendo usado o mesmo nome para plantas diferentes, causando assim um grande transtorno para quem tem que interpretar o que o cliente deseja e comprar de fornecedores que as vezes estão muito longe dos olhos, a planta correta dificultando a confirmação das espécies pelo nome popular. Para pequenos projetos até da para se arriscar, mas em grandes obras de jardinagem é primordial usar o nome científico para se evitar prejuízos. Veja um exemplo, em determinadas regiões nortes do país, a Maria-sem-vergonha (Impatiens walleriana) é conhecida como sorriso-de-maria. É o caso também da Euphorbia milii que é no norte conhecida como eu-e-tu, porém no sudeste passa a ser chamada como coroa-de-cristo e no sul recebe a alcunha de colchão-de-noiva, eu mesmo já atendi diversos clientes que vem até a loja se referindo à qualquer “plantinha coloridinha” como sendo Maria-sem-vergonha e cabe a nós tentar decifrar o que o cliente realmente esta querendo. Quer tirar a duvida, experimente pesquisar no Google em imagens qualquer planta pelo nome popular e depois pesquise pelo nome científico e veja as diferenças, na pesquisa pelo nome popular você verá que existem disparidades muito grandes nas imagens apresentadas e no caso dos nomes científicos verá que as imagens geralmente são bem parecidas. Aliás falando em Internet você deve se perguntar qual melhor site para pesquisa de plantas? Um dos endereços mais confiáveis é o do International Plant Name Index (IPNI) –
http://www.ipni.org/ – um banco de dados que reúne os nomes botânicos de todas as espécies já relacionadas em literaturas específicas. Vamos entender como funciona esta nomenclatura:
Principais regras de nomenclatura botânica

1. As terminações do quadro designam as categorias taxonômicas em Angiospermae


2. O nome científico é sempre um binômio

3. Gênero e espécie não têm terminações fixas

4. A primeira palavra do binômio científico corresponde ao gênero e deve ser escrito com letra inicial maiúscula. A segunda palavra corresponde ao epíteto específico, para uma espécie determinada, o qual deve concordar gramaticalmente com o nome do gênero e ser escrito com letra inicial minúscula.

5. O binômio científico deve ser acompanhado do nome do autor do mesmo, isto é, daquela pessoa que descreveu a espécie. Nomes de autores podem ser abreviados, sendo recomendadas que as abreviaturas não sejam aleatórias, sugerindo-se que sejam obedecidas as normas indicadas por Brummit e Powel (1992).

6. Sempre que houver mais epíteto específico para nominar uma espécie, vale o princípio da prioridade, devendo ser utilizado o nome mais antigo, sendo os demais considerados sinônimos. Essa regra vale para todos os nomes publicados a partir de 1753.

7. Quando uma espécie muda de gênero, o nome do autor do basiônimo (primeiro nome dado a uma espécie) deve ser citado entre parênteses, seguido pelo nome do autor que fez a nova combinação.

Ex.: Tabebuia alba (Cham.) Sadw.; basiônimo: Tecoma alba Cham.

8. Espécies que receberam o nome sem ter sido descrita; aparece primeiramente o autor seguido pelo responsável pela descrição.

Ex: Maytenus ilicifolia Martius ex Reissek

9. O binômio científico deve ser grifado no texto (o grifo em itálico é o usual; quando manuscrito deve ser sublinhado).

10. Subespécies ou Variedades

Ex:Prumus persica var persica

Prumus persica var. nectarina

Híbridos:
São o resultado do cruzamento de duas espécies diferentes. Por exemplo, cruzando a espécie Spiraea albiflora com a espécie Spiraea japonica obtemos o híbrido Spiraea x bumalda. Assim, quando entre as duas palavras encontramos um "x" sabemos que estamos perante um híbrido.
Exemplo: Spiraea x bumalda. Se o x aparecer antes das duas palavras estaremos perante um híbrido que resulta do cruzamento de duas espécies de dois géneros diferentes. São casos raros porque em 99% dos casos os híbridos resultam do cruzamento de duas espécies do mesmo género. Estes cruzamentos podem ocorrer espontaneamente na natureza ou serem produzidos pelo homem.
Exemplo: x Cupressocyparis leylandii
Cultivares:
São o resultado de um trabalho de selecção de uma característica de uma planta que é sujeita a técnicas de cultivo até que se obtenha uma planta nova com a característica pretendida, diferente da original. Por exemplo, o Nerium oleander apararece na natureza com flores de cor rosa mas existem cultivares de Nerium oleander de flor branca (Nerium oleander 'Mont Blanc'), de flor vermelha (Nerium oleander 'Atropurpureum'), de flor amarela (Nerium oleander 'Aurantiacum') e de outas cores, obtidos após a aplicação destas técnicas de selecção. Note-se que neste caso o último nome não se escreve em itálico, pode não ser latino e aparece entre aspas.
Exemplo: Nerium oleander 'Mont Blanc'
Na linguagem vulgar é frequente chamar variedade ao cultivar mas é incorrecto porque o cultivar é fruto do esforço humano e a variedade é um fenómeno espontâneo da natureza.
Variedades:
São plantas diferentes das da espécie em que surgiram em resultado do aparecimento natural e espontâneo de características novas. Por exemplo, o Cupressus sempervirens, conhecido como o cipreste dos cemitérios, tem uma forma que lhe é dada pelo fato dos seus ramos serem quase verticais. Contudo, surgiram alguns ciprestes com ramos mais horizontais, característica que transmitiram à sua descendência, dando origem a a uma variedade dentro da espécie.
Exemplo: Cupressus sempervirens var. horizontalis.
Sub-espécies:
Conceito semelhante ao de variedade. Ocorrem também de forma espontânea na natureza. São plantas que se distinguen dentro da espécie por força das condições geográficas do território onde se desenvolveram as quais selecionaram características da planta mais adequadas a esse terreno.
Exemplo: Quercus ilex subsp. rotundifolia
Formas:
Outro conceito parecido com o de variedade e o de sub-espécie. Ocorrem também de um modo espontâneo na natureza. São plantas que se distinguem em pormenores como a cor de uma folha ou a cor de uma flor.
Exemplo: Fagus sylvatica f. purpurea
Combinações:
Veja estes exemplos:
1. Daboecia x scotica 'Jack Drake'
É um cultivar 'John Drake' de híbrido de Daboecia azorica com Daboecia cantabrica.
2. Escallonia rubra var. macrantha 'Crimson Spire'
É um cultivar 'Crimson Spire' da variedade macrantha da espécie Escallonia Rubra.
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