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Conheça todos os Segredos do Caju

19:14:00


Nome Popular: Caju
Nome Científico: Anacardium occidentale L.
Família: Anarcadiáceas
Sinonímia Popular: Acaju, acajaíba, caju-manso, oacaju
Sinonímia Científica: Acajuba occidentalis (L.) Gaertn.
Propriedades Terapêuticas: Antidiabética, adstringente, antidiarréica, depurativa, tônica, antiasmática, anti-séptica, antiinflamatória, vitaminizante, depurativa, expectorante, vermífuga, diurética, eupéptica
Princípios Ativos: Esteróides, flavonóides, catequinas, fenóis, taninos, gomas, resinas, material corante, saponinas, taninos, vitamina C, açúcares, carotenóides, ácidos orgânicos, proteínas, fibras, ácido anacárdico, anacardol, cardol, taninos, flavonóides, ácido gálico
Indicações Terapêuticas: Diabetes, feridas, infecção da garganta, diarréias, disenterias, baixar colesterol e triglicerídeos, suplemento nutritivo (regime de emagrecimento), frieiras, cansaço dos pés, eczemas, reumatismos, avitaminose C, feridas, úlceras, verrugas, calosidades
Origem: América do Sul
Princípios ativos:
Folha e casca do caule: Esteróides, flavonóides, catequinas, fenóis, taninos, gomas, resinas, material corante, saponinas Pseudofruto (a conhecida fruta caju): taninos, vitamina C (210mg para 100g de fruto), açúcares, carotenóides, ácidos orgânicos, proteínas, fibras, água
Fruto (castanha) a castanha possui a casca, tegumento e amêndoa:
Casca: ácido anacárdico, anacardol, cardol, taninos, flavonóides, ácido gálico, ácido siríngico, galocatequina
Tegumento (a película que envolve a amêndoa): beta-sitosterol, epicatequina (substância com forte ação antiinflamatória)
Amêndoa (semente): óleo fixo de alta qualidade (45%), proteínas, minerais, esteróides, triterpenóides, tocoferóis

Uso medicinal
:
Considerações
Ao que conhecemos como fruto não é fruto e sim seu pseudo-fruto ou pedúnculo, que é suculento, carnoso, perfumado e muito saboroso, com a cor variando entre o amarelo e o vermelho, contendo a castanha de caju, o verdadeiro fruto, que é comestível e muito apreciada, depois de torrada.
A casca da castanha é alveolada e possui óleo cáustico e viscoso.
O cajueiro é utilizado como alimento in natura ou na preparação de doces caseiros, sucos e sorvetes.
O suco feito de seu pedúnculo ou pseudo-fruto, puro e adoçado (a cajuada), é um saudável tônico refrigerante.
Clarificado e cozido produz a popular cajuína, bebida de cor âmbar, destanificada, refrescante e de excelente sabor.
O suco é diurético e excitante.
Do sumo ainda se obtém vinho, vinagre, aguardente e licor.
Apenas uma pequena parte da sua grande safra, infelizmente, é utilizada pela indústria pelo processamento do caju.
A goma purificada é usada pela indústria farmacêutica como agregante em comprimidos no lugar da goma-arábica produzida na África.
A castanha contém um óleo-resina cáustica, conhecido como LCC (líquido da castanha de caju). A composição do LCC é principalmente de ácido anacárdico, cardol (11,31%) e seus derivados. Dentro da castanha é que se encontra a amêndoa oleaginosa, comestível, conhecida e comercializada como castanha de caju.
O LCC causa forte irritação na pele, deixando cicatrizes quase indeléveis que jovens usam para fazer um tipo primitivo de tatuagem. O LCC espesso é de cor escura, tem uso popular para verrugas, calos, edemas, manchas na pele e tecidos de neoformação.
O uso em estado fresco do fruto (castanha) pode provocar lesões na pele, pois é terrivelmente cáustico. Quando as sementes são torradas perdem esta propriedade, tornado-se comestíveis, sendo um alimento saboroso, excitante e usado nos regimes de emagrecimento, tidas pela sabedoria popular como fortificante da memória.
Nas práticas da medicina caseira são usados preparações de uso oral, feitos com a entrecasca, a goma, e o LCC (líquido da castanha do caju) de acordo com as tradições.
O uso da casca do cajueiro ativa o metabolismo dos açúcares, principalmente das pessoas que têm o açúcar aumentado no sangue e na urina.
Nas regiões de mata brasileira as cascas são usadas para hemorróidas. Fazem o chá com a casca, adicionando broto de goiaba, raspa de amor-crescido e cajá.
Para uso externo o uso do cozimento da entrecasca, em bochechos e gargarejos, como anti-séptico antiinflamatório nos casos de feridas e úlcera da boca e afecções da garganta, bem como para lavagem de feridas malignas.
O broto de caju é utilizado para combater dores no estômago e problemas digestivos e deve ser fervido com broto de goiaba, embora sua eficácia e segurança ainda não tenham sido comprovadas cientificamente.
O sumo das folhas novas é utilizado para combater aftas.
Sua raiz é purgativa.
Os índios TICUNA da Amazônia usam o suco de seu pseudo-fruto como preventivo contra gripes.
Dosagens indicadas:
Diabetes
Coloque 1 colher (chá) do pó da casca do caule do caju vermelho em 1 xícara (chá) de água em fervura. Desligue o fogo, espere esfriar e coe em uma peneira. Tome 1 xícara (chá) 2 vezes ao dia. Feridas, infecção da garganta Coloque 1 colher (sopa) do pó da casca do caule em 1 copo de água em fervura. Desligue o fogo, deixe em repouso por 24 horas e coe em uma peneira. Use para fazer bochechos, gargarejos ou para lavar feridas infeccionadas.
Diarréias, disenterias
Coloque 3 colheres (sopa) de folhas novas e frescas, cortadas em pedaços bem pequenos em 1/2 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos e coe. Tome 1 copo toda vez que for evacuar. No caso de crianças deve ser dada metade da dose.
Baixar o colesterol e triglicerídeos do sangue
Consumir em pequenas doses (5 a 6 amêndoas) diárias.
Suplemento nutritivo (regime de emagrecimento)
A semente torrada pode ser consumida 1 hora antes das principais refeições em pequenas quantidades.
Alimento nutritivo
Ingerir o pseudo-fruto ao natural, como sobremesa ou entre as refeições, e em sucos.
Frieiras, cansaço dos pés
Coloque 1 colher (chá) de casca do caule em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 15 minutos e coe em uma peneira. Despeje em uma bacia e acrescente mais 2 litros de água quente. Mergulhe o local afetado (pés ou mãos), por 10 a 15 minutos. Repetir a aplicação até a melhora.
Diabetes, eczemas, reumatismos, avitaminose C
Comer os pseudofrutos ao natural, ou sob forma de suco, 1 copo de 3 a 5 vezes ao dia.
Feridas e úlceras
Chá por decocção das folhas, banhar os locais afetados 3 vezes ao dia.
Verrugas, calosidades
Uso externo sob a forma de óleo, aplicado diariamente.

O cajueiro era usado pelos índios do nordeste do Brasil desde a época pré-colombiana. Na época da safra ocupavam as praias para beber o mocororó que é o suco da fruta fermentado, faziam e armazenavam a farinha de caju preparada com as amêndoas assadas ao fogo e moídas junto com a polpa da fruta depois de espremida e dessecada ao sol. Indicações de caráter informativo. Antes de começar qualquer tipo de tratamento consulte um médico. Floricultura Multiflora Fernandopolis - multifloranet.com.br

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