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Vírus - Perigo Invisível para Plantas

07:41:00


As plantas como todo ser vivo, são suscetíveis a várias doenças que podem levá-las a morte. Para prevenir ou curá-las, é preciso conhecer quais as causas e os efeitos do mal que as acometem e assim aplicar tratamento correto. Essa é a missão da Fitopatologia, ciência que estuda as doenças dos vegetais e divide as moléstias em dois grupos principais: as abióticas e as bióticas. No primeiro caso, as patologias são causadas por condições ambientais adversas como falta ou excesso de água, luminosidade deficiente ou exagerada e adubação incorreta. Geralmente resultam da ausência de conhecimento de quem cultiva a planta.
No grupo das bióticas, estão os agentes patogênicos como fungos, bactérias e vírus. Quando atacadas por eles, as plantas precisam de ajuda especializada, pois para cada tipo há um tratamento adequado. Dentre estes, os vírus são os inimigos que mais as afetam. Pouco comentado no meio popular, porém não menos nocivo, eles são os inimigos que ninguém vê, pois são observáveis apenas no microscópio eletrônico. Foram eles os responsáveis pelo prejuízo causados na agricultura do país em 1980, quando a expansão da soja ocasionou a migração da mosca-branca (Bemisia tabaci) para a lavoura do feijão e disseminou o vírus do mosaico dourado que praticamente inviabilizou a produção de feijão. Também afetam o cultivo das plantas ornamentais, como a contaminação da doença chamada "canela preta" nas plantações de crisântemos, ocorrida na década de 1990.
Segunda a história científica, quando o primeiro vírus foi encontrado em uma planta, passou a ser estudado pelos pesquisadores e recebeu o nome de fitovírus. O Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV) reconhece 82 gêneros, que contam com cerca de 1.130 espécies. Dentre estes, muitos afetam a fertilidade das plantas, além de causarem outros danos.
Transmissão:
Por não terem mecanismos ativos de penetração, os vírus são transmitidos por contato, que pode ser através de ferimentos causados por instrumentos de poda ou por vetores como insetos, ácaros, nematoides e fungos.
Os insetos representados pelos afídeos, besouros, cigarrinhas, mosca-branca e tripes, são os mais perigosos devido ao elevado numero de fitovìrus que possuem e por incluir pragas nas plantações e jardins. Há ainda casos de propagação através de sementes e pólen, plantas parasitas (como o cipó chumbo) ou contato entre folhas ou raízes de uma planta doente para outra.
Sintomas:
Apesar de invisíveis a olho nu, os fitovírus causam sintomas bastante perceptíveis nas herbáceas. Nas folhas é possível ver deformações como manchas, clareamento de nervuras e mosaico, e nas flores ocorre quebra de coloração. Há casos de redução de crescimento, necrose de caule e haste floral, evoluindo para a morte, principalmente em infecções mistas (por mais de uma espécie de vírus). Pode ocorrer de o vírus ficar restrito à folha onde penetrou e, se ela cair, o foco de contágio será eliminado. No entanto, é mais frequente ele se alastrar por toda a planta e demonstrar os sintomas. Convém assinalar situações em que a infecção fica latente.
Conhecer para combater:
A identificação correta dos vírus possibilita as informações necessárias para implantar medidas de controle mais adequadas. Porém somente um especialista pode realizar um diagnóstico, que envolve testes de transmissão, sorológicos e moleculares, além da visualização das partículas virais por meio de microscópio eletrônico de transmissão. Com a evolução das pesquisas, alguns laboratórios introduziram genes de resistência a vírus em várias espécies de plantas, por meio de métodos como os cruzamentos genéticos ou a introdução de genes virais que transferem resistência a algumas espécies de fitovírus. São as chamadas plantas transgênicas ou "plantas geneticamente modificadas".
Prevenção: Cuidados simples
Não há um produto que elimine totalmente o vírus das plantas sem prejudicá-las, por isso a prevenção é o melhor remédio. Tome cuidados simples:
1º Desinfete os instrumentos de poda antes do uso, como pás e tesouras
2º Lave os vasos com detergente e/ou água sanitária antes da reutilização
3º Observe se há presença de pragas e elimine-as
Além disso, pesquisas realizadas com a aplicação de extratos foliares de maravilha (Mirabilis jalapa) ou primavera (Bougainvillea spectabilis) mostram bons resultados na prevenção. As folhas lavadas dessas espécies devem ser trituradas com água, em liquidificador. O extrato após filtração é aplicado nas plantas por meio de um pulverizador manual. Não podemos nos esquecer de que quanto mais saudável for a planta, mais resistente ela é a infecção viral, portanto deve-se realizar adubação adequada. Podem ser usadas também soluções mais simples como calda de fumo, sabão em pó ou óleo mineral. Nesse caso o uso de inseticida é imprescindível. Plantas doentes devem ser descartadas, para não contaminar as outras presentes em casa. Caso ocorra infecção em espécies de médio porte, apare para reduzir a fonte de inóculo e infestação. É necessário embrulhar o material e descartá-lo, pois, se permanecer junto ao solo, será fonte de novas infestações. Não há virucida, ou seja, uma substância que elimine totalmente o vírus das plantas sem prejudicá-las, diferentemente do que ocorre com fungos (fungicidas) e bactérias (bactericidas). Nesse aspecto, os vírus de plantas são semelhantes aos que infetam os humanos. Ex: uma pessoa com gripe toma medicamentos para melhorar os sintomas e aumentar a resistência, o próprio organismo combaterá o vírus por meio de seu sistema imunológico. No caso das plantas não acontece isso, então a prevenção é o melhor remédio.
Veja algumas famílias de vírus que ocorrem em plantas ornamentais no Brasil:
Cucumovirus (CMV) ataca Lisiant, Lírio, Peperômia, Sálvia, Orquídeas, Rosa e Girassol
Bunyaviridae ataca Margarida-branca, Crisântemo, Dália, Comigo-ninguém-pode, Amarílis, Gérbera e Gloxínia
Rhabdoviriadae ataca Antúrio, Margarida, Dama-da-noite, Dracena-vermelha, Hera e Orquídeas
Tobamovirus ataca Comigo-ninguém-pode e Orquídeas
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