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Guapuruvu

05:55:00



Mesmo no meio de uma floresta, esta árvore se sobressai às outras espécies, mas sem lhes tirar o que mais necessitam – a luz do Sol
Quem percorre trechos da Mata atlântica não pode deixar de notar a sua imponente presença, se destacando da espessa vegetação. A copa ampla, o rendilho formado pelas grandes folhas e a coloração cinza-clara do tronco, fazem do guapuruvu uma espécie de fácil identificação.
Natural do Brasil, essa árvore, de nome botânico Schizolobium parahyba, nasce espontaneamente desde a Bahia até Santa Catarina, chegando a formar densos agrupamentos. Tem preferência pelas matas abertas e capoeiras, onde geralmente se dispersa irregularmente.
Porém, os dotes paisagísticos do guapuruvu fazem com que ele seja muito utilizado, tanto em parques quanto em grandes jardins. Até por que, a sombra rala proporcionada pelas folhas permite o seu plantio juntamente com outras espécies, inclusive em gramados. Mas é também muito empregado no reflorestamento de áreas degradadas, pois uma de suas características é o rápido crescimento. Ou seja, em dois anos o guapuruvu já pode chegar aos 8 ou 10 metros de altura.


Entretanto, existem alguns cuidados que não devem ser esquecidos, pelo menos em paisagismo. Além de ser uma árvore de grande porte – chega a atingir 30 metros de altura com copa de até 8 de diâmetro – os ramos do guapuruvu quebram-se com facilidade em dias de vento forte. Para não falar que as folhas imensas e finamente recortadas caem no inverno, voltando a brotar só após o término da floração. Esta, aliás, constitui um show à parte. Não só para os nossos olhos como também para as abelhas, que visitam intensamente a àrvore neste período. As flores, amarelas e suavemente perfumadas, aparecem em cachos eretos, cobrindo a copa inteira.
Após este período de florescimento surgem os frutos, do tipo vagem, com a forma semelhante a uma gota d`agua. Em cada um deles há apenas uma semente, lisa e achatada, com cerca de 2 centímetros de diâmetro. Esta semente fica protegida por um invóculo de consistência muito fina e leve, facilmente carregado pelo vento. Não é raro encontra-las espalhadas pelo chão, e quando retiradas de sua proteção, podem ser armazenadas por vários anos.
Em todo o caso, para que o processo de germinação e obtenção de novas mudas seja feito com sucesso, é preciso fazer um tratamento prévio com as sementes. Acompanhe a sequência.
Dicas de Cultivo
Luminosidade: deve receber luz solar intensa
Solo: prefere o fértil e bem drenado
Regas: abundantes durante a fase inicial de crescimento
Clima: adapta-se melhor a regiões de chuvas abundantes, com temperaturas médias entre 18 e 26 graus centígrados
Propagação: o modo mais simples é ferver as sementes durante 4 a 10 minutos, deixando-as na água depois de 1 ou 2 dias A próxima etapa seria plantá-las em recipientes individuais, contendo um substrato argiloso, obtido pela mistura de 2 partes de terra comum, 1 de areia e 2 de esterco de gado bem curtido. O índice de germinação é bastante alto, cerca de 85%, eas novas plantas começam a emergir de 5 a 15 dias após o plantio. Quando atingirem aproximadamente uns 20 centímetros de altura, já podem ser transplantadas para o local definitivo.
Portanto use e abuse do Guapuruvu.
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