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Aguapé - Eichhornia crassipes (Mart.) Solms

17:23:00




A Eichhornia crassipes (Mart.) Solms é uma espécie pertencente a família botânica Pontederiaceae e que ficou popularmente conhecida por diversos nomes diferentes, entre eles: Aguapé-de-flor-roxa, baroneza, camalote, dama-do-lago, jacinto-d'água, murerê, mureru, muriru, murumuru, mururé-de-canudo, orelha-de-veado, orquídea-d'água, parecí, pavoã, rainha-dos-lagos
É uma espécie autóctone da região amazônica, mas que se disseminou para os subtrópicos. Habita em ambientes aquáticos, com água parada ou corrente, sendo até capaz de tolerar águas salgadas por curtos períodos de tempo.
Planta herbácea perene, medindo 20 a 25cm de altura, suculenta, aquática. Raízes compridas, particularmente nas plantas à deriva, muito ramificadas e azuladas. Talos carnosos, cilíndricos, verdes, glabros, lisos. Filódios sésseis ou peciolados, dispostos em roseta, flutuantes ou emergentes. O limbo é orbicular, obtuso no ápice e com pecíolo basal inflado, formado internamente por parênquima esponjoso, que permite a plena flutuação da planta. As flores, em número de 4 a 15, são azuis ou lilacinas e estão reunidas em espigas, podendo medir 4 a 10cm de comprimento. Fruto botuliforme, incluso no perianto. Semente ovóide, escura, nervada, com cerca de 1mm de diâmetro.
O Aguapé é uma espécie sedante e anafrodisíaca e a decocção ou a maceração das suas folhas
em água, é utilizada como remédio caseiro para combater a hepatite. A mucilagem da planta se
aplica sobre furúnculos e abcessos. A infusão das suas flores é utilizada também como febrífuga
e diurética.
É depurativa e termoreguladora da água. Tem a capacidade de retirar metais pesados da água.
As raízes atuam como incubadoras de ovos de peixes, que ao nascerem se alimentam delas.
É forrageira muito apreciada por bovinos e suínos, além de conferir um ótimo sabor à carne
dos animais.
As folhas são utilizadas na confecção de esteiras, cordas, cadeiras, cortinas e outros artesanatos
trançados

O Aguapé é ainda indicada como adubo verde pois os minerais da planta, que corresponde a
1% do peso verde da planta, contém 28,7% de potassa, 21% de cloro, 12% de cal, 7% de
anidrido fosfórico, 1,8% de soda, 1,28% de nitrogênio e 0,59% de magnésia.

AGROLOGIA:
·   Ambiente: O uso medicinal da planta só deve ser feito quando se pratica o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. A planta tolera níveis elevados de acidez, com um pH até 4,0. A profundidade da área alagada não pode ser demasiada, pois a planta só floresce quando ocorre o enraizamento no solo.
·      Densidade: 1 planta para cada 40m2 de lâmina d'água. Constatou-se experimentalmente que a partir de duas mudas de aguapé, obtém-se 30 brotamentos em 23 dias, ou 1.200 plantas em 4 meses.
·      Propagação: vegetativa, através de divisão dos talos, que são colocados diretamente na água. Pode ser feita por sementes, porém estas não germinam dentro da água. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor ou canteiros, e irrigadas diariamente. A viabilidade das sementes pode chegar a 15 anos, em condições desfavoráveis à germinação.
·      Consórcio:  Pistia stratiotes, Eichhornia azurea, Azolla caroliniana, Typha angustifolia e Acorus calamus.
·      Produção: 480t/ha/ano.

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