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Confrei

22:53:00



NOME CIENTÍFICO: Symphytum officinalis L.

FAMÍLIA BOTÂNICABoraginaceae.

SINONÍMIA: Capim-roxo-da-rússia, confrey, consolda, consolda-maior, consolda-menor, consólida, consólida-do-cáucaso, consólida-maior, erva-do-cardeal, grande-consolda, leite-vegetal-da-rússia, língua-de-vaca, orelhas-de-asno, orelha-de-burro, orelha-de-vaca.

HABITAT: Espécie alóctone, originária da Ásia, que cresce em terrenos e relvados úmidos. Ocorre até 1.500m de altura. Cultivada no Brasil em jardins e hortas.

FITOLOGIA: Planta herbácea cespitosa, vivaz, de rizoma grosso e raízes fusiformes, fasciculadas, caule de 40 a 60cm, ereto, ramoso, oco, áspero, anguloso e alado. Folhas ovado-agudas, ou oblongo-lanceoladas, acuminadas, pouco onduladas, decrescentes da base para o ápice, áspera e pilosa. As folhas superiores são sésseis, enquanto as demais, mais pecioladas quanto mais próximas do solo; todas são oval-agudas ou oblongo-lanceoladas, acuminadas, levemente onduladas, decrescentes da base para o ápice. Flores grandes, brancas, tubulosas, infundibuliformes, pêndulas e dispostas no ápice dos ramos em cimeiras geminadas curtas e escorpióides. O fruto é composto de quatro aquênios lisos e vernicosos. A raiz é escura externamente e alva internamente.

CLIMA: É originária de clima temperado, mas adapta-se aos subtropicais e até os tropicais. É higrófita. Tolera a meia-sombra.

SOLO: Cresce melhor em solos ricos em matéria orgânica, soltos e com um bom teor de umidade, mas tolera os períodos de seca.

AGROLOGIA
·        Espaçamento: 0,8 x 0,80m.
·      Propagação: divisão de touceiras, estacas e pedaços de rizomas da planta matriz. Utilizam-se substratos leves e porosos para o enraizamento (casca de arroz tostada, vemiculita, areia).
·      Nutrição: planta desenvolve-se melhor a quando suprida com nitrogênio e cálcio.
·      Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário e 100g/m2 de fosfato natural, no plantio. Após cada corte de folhas, aplicar 10g de nitrato de cálcio por planta.
·      Plantio: deve coincidir com períodos crescente de temperatura e umidade.
·      Doenças: as raízes são susceptíveis a fungos do solo.
·      Florescimento: ocorre no verão.
·  Colheita: As folhas são colhidas a cada dois meses, a partir de um ano de cultivo, na primavera e verão. As raízes e os rizomas são coletadas só após o quarto ano, no final do outono até o final do inverno.
·      Rendimento: A planta produz cerca de 150 folhas por ano.
·      Renovação: embora a raiz da planta sobrevive até 40 anos de idade, a cultura deve ser renovada a cada 5 a 6 anos.
·      Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis.

PARTES UTILIZADAS: Rizoma, raiz e folhas adultas, pois as folhas novas são tóxicas.

FITOQUÍMICA: Ácido galo-tânico, sinfitocinoglossina, lasiocarpina, resina, tanino, alcalóides pirrolizidínicos (sinfitina e equimidina), isoleucina, leucina, fenilamina, melonina, treolina, triptofano, valina, arginina, histidina, tirosina, prolina, cistina, arinina, pirrolizidina, mucilagens, ferro, manganês, zinco, cálcio, fósforo, vitaminas A, B1, B2, B12, C, ácido pantotênico, alantoína (Walter Accorsi, colina, minerais e ácido fólico. A planta encerra o alcalóide alantoína, que é responsável pela hidratação e cicatrização de uma ferida em apenas um dia (ungüento da folha). Contém 9,06% de cinzas. É citado como o vegetal mais rico em vitaminas e sais minerais, destacando-se os minerais, ferro, manganês, cálcio, fósforo e zinco. O teor de alantoína varia de 0,44 a 0,50% nas folhas (no verão) a 0,60 a 2,55%, nas raízes, cujo teor de cinzas é de 9,06% .

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS: Hemostática, antiinflamatória, cicatrizante, antidiarréica, antidisentérica, adstringente, vulnerária, anti-reumática, desintoxicante, anticancerígena, antidiabética, laxante, antianêmica, mineralizante, antiasmática, antileucêmica, tônica, anti-hemorroidária, amarga, mucilaginosa, calmante e depurativa. A raiz é emoliente, béquica e expectorante.

INDICAÇÕES: Favorece a restauração de tecidos ulcerados, feridas, cortes, fraturas e afecções ósseas. Atua como indutor da produção calcária. Indicada ainda para hematúria, tuberculose, intoxicações gerais, hepatite, bronquite, lábios secos ou rachados, hemoptises, furúnculos, úlceras, cefalalgias, icterícia,  debilidade, queimaduras, gastrite e senilidade prematura. Elimina sardas, espinhas, irritações na pele e dores nos olhos, nas costas e nos músculos; regulariza a pressão arterial.  A raiz, que é a parte mais utilizada, normaliza a atividade sexual e mantém a pigmentação natural do cabelo. Cozida em vinho, combate a hemoptise e regula os fluxos sangüíneos.

FORMAS DE USO
·     Alcoolatura: misturar 1 parte de sumo das folhas em 5 partes de álcool. Aplicar sobre as partes afetadas.
·   Cataplasma: amassar as folhas até ponto de pasta e aplicar sobre o ferimento. Pode-se adicionar um pouco de glicerina à pasta.
·      Emplastro: esmagar as folhas em água morna e aplicar sobre o ferimento 2 vezes ao dia. No caso de contusões e inchaços, colocar o emplastro dentro de um pano antes de aplicar.
·      Infusão ou Tisana:
Þ  30g de folhas por litro de água.
Þ  2 folhas maturas em 2 copos de água quente. Tomar 3 vezes ao dia.
·      Compressa: usar o decôcto das folhas sobre feridas e queimaduras, várias vezes ao dia.
·      Decôcto: ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de rizoma em 1 xícara das de chá de água. Tomar 3 xícaras ao dia (bronquite e tosse). Para úlceras internas, tomar 1 xícara em jejum e após as refeições.

TOXICOLOGIA: O uso interno pode resultar em irritações gástricas, graves lesões hepáticas e carcinogênicas, devido aos alcalóides pirrolizidínicos, que também são mutagênicos e pneumotóxicos. O consumo de leite, carne e mel de animais cronicamente contaminados pode também resultar em efeitos deletérios ao homem. O Ministério da Saúde do Brasil proíbe o uso interno do confrei.  As folhas do confrei tem uma pubescência irritante à pele.

OUTRAS PROPRIEDADES
·      A raiz é adocicada e mucilaginosa.
·      Obtém-se da planta uma tinta vermelha para o tingimento de peles e lãs.

·      É muito utilizada como forrageira, pelo alto teor protéico e pela alta produção de massa verde.

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